sexta-feira, 15 de abril de 2011

Prática quaresmal – a esmola

A espiritualidade e a solidariedade estão presentes na vida do povo e se expressam de muitas formas. Os católicos, numa vivência milenar, associam à Quaresma as práticas da oração, da esmola e do jejum como gesto penitencial e solidário. Essas práticas, por sinal, constituem uma herança do povo de Deus, no Antigo Testamento. São muitas as passagens bíblicas que tratam da esmola. “Uma das mais antigas discussões bíblicas encontra-se no Livro de Tobias, escrito em Aramaico no ano 200 a.C., e que foi incorporado na Bíblia com a sua tradução em grego. Em Tobias, eleemosyne é usada com o significado específico de que esta palavra havia de ter no Novo Testamento: dar esmola aos pobres. Dar esmola é misericórdia, misericórdia expressa em dinheiro”.

Jesus assume essas práticas e as propõe como sinais de identificação de seus seguidores. Assim, conforme relata o Evangelista Lucas, Zaqueu, ao encontrar Jesus, se reencontra, revê seu ofício de cobrador de impostos, passando a doar esmola e praticar a justiça: “Senhor, a metade dos meus bens darei aos pobres, e se prejudiquei alguém, vou devolver quatro vezes mais.” (Lc 19,8) Jesus chama a atenção para a possibilidade de distorção das práticas da esmola, da oração e do jejum, quando se tornam puro ritualismo exterior que perde, consequentemente, a sua razão de ser que é aproximar as pessoas de Deus e de seus semelhantes. Aliás Jesus coloca como ponto de partida a questão da motivação ou da intenção que move as pessoas na observância dessas práticas. Se pretendem ser vistas e reconhecidas como boas e perfeitas, porque as observam, Jesus diz que já receberam a sua recompensa. (cf Mt 6,1-18) Na era apostólica, a esmola era uma das práticas da comunidade cristã, como se lê nos Atos dos Apóstolos: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava suas coisas que possuia, mas tudo entre eles era posto em comum. (...) Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuiam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro e o depositavam aos pés dos apóstolos. Depois era distribuido conforme a necessidade de cada um.” (At 4,32.34-35) À luz desses exemplos bíblicos, percebe-se que a prática da esmola tem um sentido profundo diante de Deus e um valor muito grande perante os homens porque implica a vivência da fraternidade e o exercício da solidariedade. No gesto concreto da doação a pessoas necessitadas, sempre se revela o rosto de Jesus necessitado, como ele ensina: “Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede e me destes de beber” (Mt 25,35)

Movidos pela caridade, os discípulos de Cristo, por uma razão de fé, fazem da esmola uma doação fraterna; outros podem fazer por uma questão de filantropia que sempre um significado social, como expressão de solidariedade humana. Biblica e eclesialmente, nem os doadores devem alimentar um estado de dependência nas pessoas contempladas com a doação de sua esmola e estas, tampouco, devem adotar uma atitude de acomodação, porque isso lhes tolheria a capacidade de autoafirmação e autopromoção.

Ao realizar, anualmente, a Campanha da Fraternidade no Brasil, a Igreja Católica educa os fiéis para participarem do “gesto concreto”, na linha da caridade e da solidariedade, que permitirá à CNBB e às Dioceses criarem, respectivamente, o Fundo Nacional de Solidariedade e o Fundo Diocesano de Soliariedade. A “Coleta da Campanha da Fraternidade”, no Domingo de Ramos, contempla o sentido bíblico da esmola e vai além, dado que sempre está na direção de causas sociais que exigem intervenções preventivas e corretivas. Com efeito, “Os recursos arrecadados serão destinados prioritariamente a projetos que atendam aos objetivos propostos pela CF 2011.”

Fonte: http://www.portalcatolico.org.br/
Dom Genival Saraiva
Bispo de Palmares - PE

quinta-feira, 14 de abril de 2011

5º Domingo da Quaresma

A VITÓRIA DA VIDA É OBRA DE DEUS!

Neste quinto domingo da Quaresma meditamos o gesto de Jesus em libertar Lázaro das amarras da morte, anunciando a sua própria vitória sobre a morte, na hora da ressurreição. Este é o sétimo sinal de Jesus, narrado pelo Evangelho de São João. E Jesus deixa claro que o objetivo do sinal é despertar nos discípulos a fé no poder de Deus, que transforma a morte em vida. No diálogo com os discípulos antes de ir à Betânia, no diálogo com Marta e na sua oração ao Pai, Jesus reafirma que Ele almeja, com o gesto de devolver a vida à Lázaro, fazer com que todos creiam que Ele é a ressurreição e a vida, Ele é o Salvador, e quem nEle crer será vitorioso sobre a morte, porque Ele veio ao mundo para trazer a vida.

Nós, cristãos católicos, que fomos resgatados da morte por Cristo Ressuscitado pelo nosso batismo, muitas vezes deixamos de viver em comunhão com o Senhor. E quando nos afastamos de Deus, vamos nos deixando amarrar pelo pecado e vamos perdendo o sentido da vida. Assim, muitas pessoas ficam amarradas por sentimentos de mágoa e rancor, outros pela inveja, pela ganância, e até mesmo pelos vícios. Deixam-se afundar nas sepulturas do pecado, não escutando a voz de Deus que nos chama... "Vem para fora".

Aproveitemos a festa da Páscoa que se aproxima para renovar a nossa profissão de fé, a exemplo de Marta: Sim, Senhor, eu creio que tu és o Messias. E assim permitamos que Cristo nos liberte de tudo o que nos amarra, nos liberte de tudo o que nos impede de experimentar a vida plena que Ele nos concedeu em sua ressurreição.

Fonte: http://www.paroquiasaojudastadeusc.org.br/

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Alegria Pascal

Lendo os Evangelhos, constatamos que Jesus, após a sua ressurreição, apareceu diversas vezes e em diversas ocasiões a muitas pessoas, demonstrando, assim, seu imenso amor para com elas e para conosco. Cumpriu o que havia prometido. O número de vezes em que Cristo ressuscitado apareceu, contudo, e a quem apareceu, não é essencial para crermos e aceitarmos a sua ressurreição.

Crer que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e que também nós ressuscitaremos com Ele, é exigência fundamental para a nossa vida cristã e para a nossa fé (cf. Cor 15, 14). A celebração da Páscoa é ocasião favorável para fortalecer a nossa fé na ressurreição do Senhor Jesus, acreditando naqueles que O viram ressuscitado (cf. Mc 16, 14).

A presença do Ressuscitado entre nós torna-O ainda mais próximo de nós, caminhando conosco, falando conosco, animando e sustentando cada passo nosso, enfim, fazendo arder nosso coração com Sua Palavra e Seu amor pelas estradas da vida. Assim sendo, Sua ressurreição colocou-O mais perto de nós, mais presente em nossa vida.

“Ouvistes o que eu vos disse: ‘Eu vou, mas voltarei a vós’” (Jo 14, 28). Com efeito, “a partida de Jesus inaugura um modo totalmente novo e maior da Sua presença. Com a sua morte, Jesus entra no amor do Pai. A Sua morte é um ato de amor. O amor, porém, é imortal. Por isso, a Sua partida transforma-se numa nova vida, numa forma de presença mais profunda que não acaba mais” (Bento XVI – 22.3.2008).

Já não há mais lágrimas de luto e de separação. Agora é tempo pascal, é tempo de viver a alegria, desfrutando ao máximo a presença viva do Ressuscitado.

É impossível imaginar a intensidade da alegria experimentada e sentida pelos Apóstolos no Domingo da Páscoa. A transformação no coração daqueles homens tímidos e desanimados, incrédulos e desesperançados, é indescritível. Agora não mais duvidam das promessas do Mestre. Agora entendem. Tinha de sofrer! Tinha de ressuscitar!

Ressurreição é vida nova. Não procuremos entre os mortos Aquele que se chama Vida. Com Cristo ressuscitado nasceu o “ser humano novo”, revestido de ressurreição. Cristo é a causa da nossa ressurreição, primícias dos que morreram (cf. 1 Cor 15, 20). Se Cristo ressuscitou, ressuscitaremos também nós, membros de Seu Corpo glorioso. Por isso, vivemos já ressuscitados na fé e na esperança. Pelo Batismo somos testemunhas qualificadas da ressurreição. Vale a pena ir dizer ao mundo que Cristo está vivo.

A Ressurreição de Jesus é verdadeiro movimento de amor, entusiasmo incontido de fé, sinfonia de amor divino, envio aos corações mais endurecidos.

A partir da sua ressurreição, temos certeza de que Cristo está no meio de nós, vive em nós, está na Igreja, na Palavra e na Eucaristia. Está em cada ser humano.

Cabe a cada um de nós encontrá-Lo, fazer experiência da Sua presença, entrar no Seu Coração ressuscitado, para viver sem cessar a alegria pascal.

Fonte: http://www.portalcatolico.org.br/
 Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André - SP

terça-feira, 12 de abril de 2011

Por que se confessar na Semana Santa?

Queremos, no início da Semana Santa, apresentar um itinerário teológico acerca do Sacramento da Penitência. Diz o Catecismo da Igreja Católica, no seu número 1422, que “aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão”.

O Sacramento da Penitência é o sacramento da conversão profunda, porque realiza, de maneira sacramental, o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, do qual o pecador se afasta pelo pecado. Pode, também, ser chamado de Sacramento da Confissão, porque o penitente reconhece diante do sacerdote ser pecador e confessa os seus pecados, reconhecendo o delito e pedindo a santidade de Deus e a sua infinita misericórdia pelo perdão de seus pecados. Pode, ainda, ser chamado de Sacramento do Perdão, porque pela absolvição sacramental do sacerdote o penitente recebe da parte de Deus e da Igreja o perdão e a paz. Por fim, é chamado de Sacramento da Reconciliação, porque no ato de se confessar o pecador recebe o amor generoso do Pai e reconcilia-se com Deus, com a comunidade e com os irmãos.

Aproximar-se do confessionário, depois de um acurado exame de consciência, é viver o apelo de Jesus à conversão e à penitência. Sim, uma conversão profunda de dentro para fora, do coração. O Catecismo da Igreja Católica no seu número 1432 ensina que “o coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo (20). A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: ‘Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos’ (Lm 5, 21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do amor de Deus que o nosso coração é abalado pelo horror e pelo peso do pecado, e começa a ter receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado d'Ele. O coração humano converte-se, ao olhar para Aquele a quem os nossos pecados trespassaram”.

No tempo em que freqüentávamos a catequese paroquial, aprendemos que o pecado é, acima de tudo, uma grave ofensa a Deus, uma ruptura da comunhão com Ele e com a Igreja. Sabemos, também, que só Deus perdoa os pecados. Mas Jesus concedeu aos seus discípulos e à Igreja a graça de perdoar os pecados e de não perdoá-los. Por isso, Jesus Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes para aqueles que, depois do Batismo, caíram em pecado grave e assim perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial e comunitária. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de se converterem e de reencontrarem a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como a segunda tábua (de salvação), depois do naufrágio que é a perda da graça.

Por isso, o fiel, ciente de que deve se confessar pelo menos uma vez por ano pela Páscoa da salvação, ao receber a absolvição deve ficar atento à fórmula da absolvição, quando o presbítero diz que o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão e que Ele realiza a reconciliação dos pecadores pela Páscoa do seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e do ministério da Igreja.

O fiel que se aproxima da confissão deve acusar ao sacerdote os seus pecados, para se libertar deles e facilitar a sua reconciliação com os outros. Por isso, é fundamental que o fiel enumere todos os pecados mortais de que têm consciência, após se terem seriamente examinado, mesmo que tais pecados sejam secretíssimos e tenham sido cometidos apenas contra os dois últimos preceitos dos Dez Mandamentos de Deus; porque, por vezes, estes pecados ferem mais gravemente a alma e são mais perigosos que os cometidos à vista de todos.

Quem está obrigado a se confessar?

Segundo o mandamento da Igreja, todo fiel que tenha atingido a idade da discrição, está obrigado a confessar fielmente os pecados graves, ao menos uma vez ao ano. Aquele que tem consciência de haver cometido um pecado mortal, não deve receber a sagrada comunhão, mesmo que tenha uma grande contrição, sem ter previamente recebido a absolvição sacramental; a não ser que tenha um motivo grave para comungar e não lhe seja possível encontrar-se com um confessor.

Não podemos nos descurar na confissão das faltas quotidianas (pecados veniais), vivamente recomendada pela Igreja. A confissão regular dos nossos pecados veniais ajuda-nos a formar a nossa consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixarmo-nos curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo com maior frequência neste sacramento o dom da misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos como Ele.

Como se confessar?

Após um meticuloso exame de consciência para a confissão, por meio da oração e do exame de consciência, o fiel aguarda pacientemente a sua vez, invocando para si e para o próximo a luz do Espírito Santo e a graça de uma conversão radical. Aproximando-se do sacerdote no confessionário, ele faz o sinal-da-cruz e deve iniciar a confissão dizendo: "Padre, dai-me a vossa bênção, porque pequei". Em seguida, com a maior precisão possível, diz o tempo transcorrido desde a última confissão, seu estado de vida (celibatário, casado, viúvo, estudante, consagrado, noivo ou namorado...) e se cumpriu a penitência recebida da última confissão. Pode ainda levar ao conhecimento do confessor os acontecimentos nos quais se sentiu particularmente perto de Deus, os progressos feitos na vida espiritual. Segue-se a confissão dos pecados, com simplicidade e humildade, expondo os fatos que são transgressões da lei de Deus e que mais intensamente pesam na consciência.

Primeiro, são confessados os pecados graves ou mortais, conforme sua espécie e número, sem perder-se em detalhes e sem diminuir a própria responsabilidade. Para se obter um aumento da graça e força no caminho de imitação de Cristo, confessam-se também os pecados veniais. Depois, dispõe-se a acolher os conselhos e advertências do confessor aceitando a penitência proposta. O penitente reza o ato de contrição e o sacerdote pronuncia a fórmula da absolvição. Ele despede-se do sacerdote respondendo à sua saudação: "Demos graças a Deus", e então permanece um pouco na Igreja agradecendo ao Senhor.

Torna-se oportuno, ainda, lembrarmo-nos o ato de contrição: “Meu Deus, tenho muita pena de ter pecado, pois ofendi a Vós e mereci ser castigado. Meu Pai e Salvador, perdoai-me, não quero mais pecar. Amém.”

A confissão é importante não só na quaresma, ou na Semana Santa, mas durante todo o ano, porque ela é justamente o sacramento que nos reconcilia e tem o poder curativo em nós, quando descobrimos que a cada confissão a gente se propõe a uma mudança. Ela é curativa e faz crescer. Sempre que você se restaura de um erro, de uma fragilidade, também se projeta para crescer, a partir daquilo.

De forma muito especial, na Semana Santa, a confissão é fundamental, porque é um tempo específico de conversão. Na verdade, a confissão é uma mola propulsora da conversão, da renovação, da páscoa, que é passagem do pecado para a vida da graça.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/
Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário judicial da Arquidiocese de Juiz de Fora e presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Semana Santa

Sabemos bem que durante a Semana Santa, a Igreja celebra os mistérios da reconciliação, realizados pelo Senhor Jesus nos últimos dias da sua vida, começando por sua entrada mesiânica em Jerusalém.

O tempo da Quaresma se prolonga até a Quinta-feira da Semana Santa. A Missa Vespertina da Ceia do Senhor é a grande introdução ao santo Tríduo Pascoal. O Tríduo Pascual tem início na Sexta-feira da Paixão, prossegue com o Sábado de Aleluia, e chega ao ápice na Vigília Pascal terminando com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.

É importante recordar que "as ferias da Semana Santa, desde a Segunda até inclusive a Quinta-feira, têm preferência sobre qualquer outra celebração" e portanto nestes dias não se deve administrar os sacramentos do Batismo e da Confirmação.

É importante que nestes dias se ofereçam em todas as paróquias, capelas, colégios, hospitais e centros de evangelização, horários amplos para facilitar aos fiéis o acesso ao Sacramento da Reconciliação como preparação espiritual para acompanhar ao Senhor Jesus na entrega de Si mesmo por nós. É muito conveniente que o tempo da Quaresma termine com alguma celebração penitencial que sirva de preparação para uma participação mais plena no misterio pascal.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Etimologia Pascal

A Igreja celebra o tempo de Páscoa, que vai desde o Domingo da Ressurreição até o fim de Pentecostes -mais ou menos uns 50 dias- como se fosse um só dia, o Grande Dia, antecipação do tempo que não terá fim.

Este sentido do tempo da Páscoa se faz especialmente evidente no tempo conhecido como "Oitava de Páscoa", os oito primeiros dias do tempo pascal, em que as antífonas repetem durante toda a semana: 'Hoje o Senhor ressuscitou, cantemos um hino ao Senhor nosso Deus".

O ovo de Páscoa tem uma origem cristã. Na chamada "Idade Média", o ovo não somente era visto como um alimento saboroso e precioso- lembrando que não existia a produção em série- mas que além disso simbolizava a Cristo: assim como o ovo oculta uma vida que brotará, a tumba de Jesus também oculta sua futura ressurreição. Em muitos países ainda se conserva a tradição de pintar e abençoar os ovos de galinha antes do Domingo de Ramos, para depois comê-los no Domingo de Páscoa.

O coelho de Páscoa é um símbolo cristão da Ressurreição. Seu uso se remonta à antigos pregadores do norte europeu que viam na lebre um símbolo da Ascensão de Jesus e de como deve viver o cristão: as fortes patas traseiras da lebre lhe permitem ir sempre para cima com facilidade, enquanto suas frágeis patas dianteiras dificultam a descida.

A Pomba ou "Colomba" pascal, um pão doce e enfeitado com a forma de ave, é também um símbolo cristão. A forma de pomba era utilizada muito freqüentemente nos antigos sacrários onde se reservava a Eucaristia. O símbolo eucarístico se convirteu logo no pão doce que costuma ser compartilhado, em alguns países europeus -especialmente na Itália- no café da manhã de Páscoa e da "Pasquetta", a segunda-feira de Páscoa.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Semana Santa está próxima

Novamente nos aproximamos da principal semana do ano, a única que tem o adjetivo de santa e na qual revivemos os principais mistérios de nossa fé: paixão, morte e ressurreição de Jesus, o Filho de Deus que veio a este mundo, nascendo da Virgem Maria. A Semana Santa constitui-se em um grande retiro anual. A liturgia da Semana Santa apresenta muitos temas que nos ajudam a crescer espiritualmente.

Iniciamos a Semana Santa com o Domingo de Ramos, quando repetimos os gestos dos habitantes de Jerusalém que saúdam Jesus como o Messias, como Aquele que vem em nome do Senhor Onipotente. Os filhos dos hebreus estendem a Jesus tapetes, ostentam ramos de oliveira nas mãos e aclamam Jesus como Rei e Senhor, recordando-nos que todos estamos a caminho da casa do Pai.

Na Quinta-feira festejamos a instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e do Mandamento do Amor. Na Eucaristia Jesus transforma o pão e o vinho em seu corpo e seu sangue. A instituição do sacerdócio católico acontece quando Jesus diz aos Apóstolos que façam isso em memória dele. O mandamento do amor, deixado por Jesus como herança, ensina a lavarmos os pés uns dos outros, como Ele, nosso Senhor e Mestre o fez.

Na Sexta-feira celebramos a paixão e morte de Jesus. Durante sua vida terrena, Jesus só fez o bem, ajudando as pessoas, mas é injustamente condenado, torturado e morto em uma cruz. No Sermão das Sete Palavras recordamos as últimas palavras de Jesus durante sua agonia. A cruz de sinal de condenação torna-se sinal de libertação. A Via-Sacra recorda a caminhada de Jesus rumo ao Calvário.

No Sábado Santo temos as bênçãos do fogo novo e do Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado. As leituras bíblicas recordam a história da Salvação. O canto solene do Glória mostra-nos a exaltação do ressuscitado: Jesus vence a morte e não morre mais. Também abençoamos a água, que é aspergida nos participantes como sinal da bênção divina e a água do batismo que usaremos para os batizados.

O Domingo da Páscoa é o dia mais importante e solene do ano litúrgico. Na madrugada do domingo, Jesus ressuscita e aparece aos discípulos. Sua ressurreição é garantia da nossa ressurreição. A alegria e a esperança da ressurreição devem acompanhar-nos durante todo o ano. Em nossas comunidades, participemos ativamente das celebrações da Semana Santa. É o encontro da comunidade com Jesus vivo que quer atuar em nossas vidas.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/
Pe. Antônio Carlos D'Elboux
Reitor do Santuário Nossa Senhora dos Prazeres em Piracicaba

quarta-feira, 6 de abril de 2011

4º Domingo da Quaresma


CEGO É QUEM NÃO QUER VER!

Neste quarto domingo da Quaresma meditamos o gesto de Jesus, de curar o cego de nascença. Neste gesto contemplamos a graça do batismo, que nos cura da cegueira espiritual e nos concede a luz da fé. O texto do Evangelho de São João mostra que todos à volta daquele homem cego estavam também dominados pela cegueira: os vizinhos e conhecidos, os fariseus, as autoridades e até mesmo os pais. Eram cegos porque não queriam enxergar que Jesus era o Messias, o Salvador.

Pelo Sacramento do Batismo recebemos a luz de Deus, que liberta de toda forma de cegueira espiritual, dissipando as trevas do pecado com a luz de seu amor divino. Entretanto, apesar de já sermos batizados, nós muitas vezes nos afastamos de Jesus, que é a luz do mundo. Longe da luz, nossa vida vai sendo dominada pelas trevas do pecado e vamos nos tornando cegos. Não conseguimos enxergar a presença de Deus em nossa vida, não conseguimos enxergar o irmão que está ao nosso lado, necessitando do nosso auxílio. E a Campanha da Fraternidade deste ano mostra que, muitas vezes, nós ficamos cegos diante da destruição da vida em nosso planeta.

Aproveitemos esse tempo quaresmal para nos deixar curar pela graça de Deus, que nos liberta de todo pecado. Assim poderemos enxergar a presença de Deus em nossa vida, e fazer com que essa presença da luz divina dissipe todas as trevas do nosso mundo.

Fonte: http://www.paroquiasaojudastadeusc.org.br/