Mostrando postagens com marcador Santíssima Trindade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santíssima Trindade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE: FRATERNIDADE




Nesta quinta-feira, encerramos a nossa meditação sobre o mistério da Santíssima Trindade, contemplando o gesto maravilhoso de fraternidade que Deus nos revela. As Três Pessoas Divinas, Pai, Filho e Espírito Santo, não permanecem fechadas em sua essência divina, mas estão voltadas para fora, realizando o gesto de ir ao encontro do diferente, do outro. Deus assim se revela como alguém que sai de si, indo ao encontro do outro com um único objetivo: amar. Assim o Pai manifestou seu amor ao criar todo o universo e ao criar cada um de nós, como o oleiro molda cada peça com suas próprias mãos.

Assim o Filho manifestou seu amor ao despojar-se de sua condição divina, fazendo-se um ser humano em tudo igual a nós, exceto no pecado, e um amor manifestado sem reservas, até o sacrifício na cruz. Assim o Espírito Santo manifesta seu amor, fazendo-se presente no meio de nós, com sua força de renovação.

Em nossa sociedade atual, marcada pelo egoísmo e pela indiferença, encontramos muitas dificuldades para criar relações estáveis. Somos continuamente tentados a ficar fechados em nosso pequeno mundo, com nossos projetos pessoais e nossas vontades. Sempre que possível, evitamos ir ao encontro do irmão, evitamos nos envolvermos com o outro, com seus problemas, pois isso vai exigir de nós o compromisso e a doação de si em favor dos irmãos necessitados. Vai exigir o verdadeiro amor, como o revelado por nosso Deus.

Contemplando o mistério da Santíssima Trindade, aprendemos que não poderemos ser plenamente humanos se não estivermos dispostos a ir ao encontro do irmão e com ele nos comprometermos, em relacionamentos estáveis e solidários. Este mistério divino nos ensina a sermos pessoas dispostas a nos comprometermos com o outro, especialmente com suas dores.

Fonte: www. Paroquiasaojudastadeusc.org.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE: RECIPROCIDADE

Para manifestar-se a plenitude do mistério divino, cada uma das três Pessoas necessita das outras. O Pai não é Deus sem o Filho e o Espírito Santo, o mesmo com relação ao Filho e ao Espírito Santo. É uma relação de reciprocidade plena, onde uma Pessoa só é divina na relação com a outra.


Nossa cultura moderna nos ensina que somos seres individuais. Todo dia somos educados para nos compreendermos dessa forma: eu penso, eu sinto, eu quero, eu faço, eu aconteço.


Nossa cultura está centrada no EU, afirmado como uma realidade isolada, que não necessita do outro para existir. Apesar de sabermos que não podemos existir sozinhos, tentamos viver de forma individualista, como se fôssemos a única pessoa na face da Terra. Vivemos como se os nossos desejos, as nossas vontades, as nossas verdades fossem as únicas ou pelo menos as mais importantes. Temos uma dificuldade imensa em aceitar que, para ser o que somos, necessitamos do outro, do nosso irmão.

Fonte: www. Paroquiasaojudastadeusc.org.br

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE: IGUALDADE



Qual das três Pessoas Divinas é a mais importante: o Pai, o Filho ou o Espírito Santo? Se escolhermos uma delas como sendo mais importante, cometemos uma heresia chamada de subordinacionismo, a qual afirma que não existe igualdade entre as três Pessoas, que o Pai é maior e mais importante que o Filho e o Espírito Santo. Se acreditamos que as três Pessoas possuem a mesma natureza, ou seja, são Deus, então não pode haver desigualdade de valor e de majestade entre elas.

As três são divinas desde a eternidade e por toda a eternidade; as três recebem o mesmo louvor de toda a criação e têm a mesma dignidade. O Pai é diferente do Filho e do Espírito Santo, sem ser mais importante ou sem desvalorizá-los. É a manifestação da diferença na igualdade.

Em nossa sociedade, estamos acostumados com a idéia de que a diferença é sinônimo de desigualdade. Quando afirmamos que duas pessoas são diferentes, já nos preocupamos em determinar quem é melhor ou mais importante. Nesse modo de pensar, não é possível ser diferente sem sofrer a discriminação e a exclusão.

Nosso Deus Uno e Trino nos ensina que a diferença e a igualdade não são contraditórias. Ele, pois, se revela na diferença, pois uma Pessoa Divina não se confunde com a outra. Cada uma é diferente da outra, mas nenhuma Pessoa Divina é superior ou inferior a outra.

Contemplando esse mistério divino, aprendemos a reconhecer que somos diferentes uns dos outros, que temos nossas características próprias, com nosso jeito próprio de pensar, de sentir e de agir. Mas, apesar de sermos diferentes, não somos melhores nem piores que ninguém. Temos a mesma dignidade e o mesmo valor. Assim, iluminados pela Santíssima Trindade podemos reconstruir nossos relacionamentos familiares e sociais, reconhecendo a beleza de sermos diferentes, sem fazermos hierarquia entre as pessoas, sem considerar uma pessoa inferior a outra.

Fonte: www. Paroquiasaojudastadeusc.org.br
Postador por: Gean Maranhão – Missionário Pentecostes




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE: O QUE É, COMO E PORQUÊ!




No domingo seguinte à Pentecostes, nossa Igreja nos convida a celebrar a solenidade da Santíssima Trindade. Encerrado o Tempo Pascal, reiniciamos o Tempo Comum, o tempo da Igreja que, repleta do Espírito Santo, é enviada para anunciar a Boa Nova da Salvação ao mundo inteiro. Por isso, no início deste tempo de missão, somos chamados a contemplar o mistério do nosso Deus, que sendo único, se revela em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. É esse Deus Uno e Trino que devemos anunciar ao mundo.


Voltando-nos para a Bíblia, encontramos no Antigo Testamento a declaração clara do monoteísmo, isto é, de que existe somente um Deus. Deus é Uno e Único, Ele é o libertador e aquele que faz acontecer a vida. Fora dele existem apenas falsos deuses ou ídolos (Dt 4,39), que escravizam e produzem a morte. Já o Novo Testamento nos revela claramente que Jesus é Deus, junto com o Pai e o Espírito Santo, seja na teofania no batismo de Jesus (Mc 1,10-11; Mt 3,16-17; Lc 3,21-22), seja pelas próprias palavras de Jesus (Jo 15,26; Jo 16,28), seja no testemunho dos apóstolos São Pedro (1Pe 1,2), São Paulo (2Cor 13,13) e São João (Jo 1,1.14)

Durante muito tempo, os teólogos se debruçaram sobre este mistério de um único Deus em três pessoas distintas, tentando explicá-lo racionalmente. Foram criados muitos conceitos teológicos, como hipóstase para designar cada uma das três pessoas divinas, pericórese, para indicar que cada pessoa contém as outras duas e está contida nas outras duas, ou então homooúsios, para mostrar que as três pessoas possuem a mesma natureza divina. Todos esses conceitos, abstratos e de difícil compreensão, buscam explicar o como acontece esse mistério. Sabemos o que é o mistério: Deus quis se revelar em três pessoas distintas e de igual natureza e majestade. Mas nossa razão humana jamais conseguirá explicar o como isso acontece. Devemos reconhecer que isso transcende a nossa capacidade humana de compreensão. Diante desse mistério, devemos humildemente nos calar e simplesmente contemplar.


A teologia moderna, deixando de lado a tarefa de perguntar como esse mistério acontece, passou a perguntar o motivo, o porquê de Deus ter assim se revelado. Abriu-se então, uma imensa riqueza espiritual, que orienta a nossa vida e nos coloca em comunhão com o Senhor.

Nesta semana, vamos meditar alguns aspectos deste mistério central da nossa fé, e assim mergulharmos cada vez mais na comunhão do amor que Deus nos revela e nos convida a comungar. Assim, estaremos mais capacitados para fazer acontecer em nossa vida, em nossa família, em nossa sociedade, a proposta que Deus nos faz em seu mistério.

Fonte: www. Paroquiasaojudastadeusc.org.br
Gean Maranhão – Missionário Pentecostes