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sábado, 12 de março de 2011

Beata Elena Guerra, apóstola do Espirito Santo


A Beata Elena Guerra é denominada a apóstola do Espírito Santo (23/06/1835 – 11/04/1914). Perseverou para que o papa Leão XIII orientasse mais sobre a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade (leiam o livro Escritos de Fogo – Pe. Eduardo Braga – RCC Brasil). Atendendo aos seus pedidos e súplicas, o papa consagrou o século XX ao Espírito Santo. Nesse século surgiram os movimentos de reavivamento espiritual da Igreja Católica. Após o Concílio Vaticano II, nasce a Renovação Carismática Católica, cujo pilar de sua identidade é a efusão do Espírito Santo.
Elena Guerra sonhava que a oração do Espírito Santo fosse tão rezada quanto a Ave Maria. Sob a intercessão da beata, oremos juntos, clamando por um novo Pentecostes!
Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis.
E acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra.
Oremos: Oh Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo
Fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito
E gozemos sempre de Sua consolação
Por Cristo Senhor nosso, amém.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aprofundamento do Espírito


Qual é sua missão: Introduzir-nos na comunhão do Filho com o Pai, santificando-nos e fazendo-nos filhos com Jesus.

Fortalecer-nos para a missão de testemunhar e anunciar Jesus ao mundo. Para isso recebemos a plenitude de seus dons bem como a capacidade de proclamar a todos a quem somos enviados o Evangelho de Jesus. O Espírito Santo é o AMOR do Pai e do Filho derramado em nossos corações.O amor é fogo que arde, é chama que aquece e é força que aproxima e une. O milagre das línguas é este: tomados pelo amor de Deus os homens passam a viver uma profunda comunhão e entre eles se estabelece a concórdia e a paz destruída pelo orgulho de Babel, raiz da discórdia e da confusão das línguas.

Guiar a Igreja nos caminhos da história para que ela permaneça fiel ao Senhor e encontre sempre de novo os meios de anunciar eficazmente o Evangelho. E isto o Espírito Santo o faz assistindo os pastores, derramando seus carismas sobre todo o Povo e a todos sustentando na missão de testemunhar o Evangelho. É pelo Espírito Santo que Jesus continua presente e atuante na sua Igreja.

Quem O recebe? Todos os que são batizados e crismados.

Quem dele vive? Somente aqueles que procuram guardar a Palavra do Senhor no esforço de conversão, na oração e no empenho em testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus.

Quem crê no Espírito Santo e procura viver Dele, é feliz. Amém.

Dom Eduardo Benes Bispo diocesano de Lorena/SP


Fonte: http://www.catequisar.com.br/

quinta-feira, 3 de março de 2011

O beijo no Espírito

 

... rendendo-se à efusão do Espírito Santo "Eu vos tinha batizado com água; ele, porém vos batizará com o Espírito Santo" (Mc 1,8) Bill, um estudante de engenharia, formou-se e foi trabalhar num local de tecnologia avançada. Rapidamente, viu-se absorvido pelo ritmo veloz de seu ambiente de trabalho. Em certo sentido, Bill era dono de uma propriedade que tinha petróleo em seu subsolo, mas que durante muitos anos não foi descoberto. Em alguns momentos esporádicos de graça, no decorrer dos anos, ele sentia um mover interior do Espírito, mas era fugaz e efêmero.

Uma reviravolta simples e inesperada nos acontecimentos provocou a descoberta do petróleo subterrâneo de Bill. Numa sexta-feira à noite, Bill ficou sem gasolina na auto-estrada. Um jovem engenheiro parou para ajudá-lo. Depois de conseguir gasolina para o carro, o jovem lhe disse: "Estou a caminho de um, grupo de oração, você gostaria de vir comigo?" Ele respondeu: "Está bem, vou com você".

Era um encontro de oração carismático-católico em uma paróquia com cerca de 50 pessoas. Ele sentiu uma nova alegria em seu espírito à medida que a reunião transcorria, "Puxa vida!", exclamou quando começaram a cantar em línguas. "Isto é maravilhoso! Que língua é essa?" seu amigo sussurrou-lhe: "Este é o dom de línguas. Quando as pessoas se abrem ao Espírito Santo, normalmente recebem do Senhor este dom. É a prova visível do fluir do Espírito em sua vida". Bill sentiu leveza e paz enquanto o grupo cantava em línguas. Desde criança, depois que seu pai saiu de casa, ele não se sentia tão bem.

"Como é essa experiência de efusão do Espírito Santo?" Bill quis saber momentos mais tarde durante o cafezinho. "De certa forma", respondeu o seu amigo, "é o cumprimento de sua Confirmação". "O poder do Espírito Santo pedido na Confirmação raramente vem daquele momento. A maior parte dos católicos crê que o derramamento do Espírito é a liberação do Espírito Santo já presente no Batismo Sacramental e na Confirmação. É um dom de Jesus para nos revestir de poder e anunciá-Lo ao mundo. É a mesma coisa que aconteceu no Pentecostes. Aos seguidores de Jesus foi prometido que recebiam poder para ser suas testemunhas. É o modo de Deus cuidar de nós e de nos ajudar a cuidar dos outros. É nossa herança espiritual."

Quando orou e pediu a Jesus que o batizasse no Espírito Santo, Bill deu um passo mais adiante em seu compromisso. Ele escancarou as portas para o céu e disse: "Jesus, concordo em pertencer inteiramente ao Senhor". Isso não quer dizer que não houvesse áreas de sua vida que permaneciam encobertas em sua natureza e, portanto, eram inacessíveis. Significava, isto sim, que ele concedia ao Espírito Santo autorização para dar início a incursões sobrenaturais naqueles locais ocultos. O importante nisso tudo é continuar a dizer "Sim" a Ele em níveis cada vez mais profundos. Quanto mais formos capazes de dizer "Sim" a Ele, tanto mais acesso teremos ao petróleo subterrâneo.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/

quarta-feira, 2 de março de 2011

O gosto de Deus



É uma grande graça conhecer o Senhor. Na Bíblia, "conhecer o Senhor" não é uma atitude intelectual, mas sim um conhecimento como o das crianças. Não é verdade que as crianças conhecem tudo com a boca? Elas logo levam as coisas à boca. O conhecer da Bíblia é saborear, sentir o gosto. Portanto, conhecer a Deus é sentir o gosto de Deus. O Senhor nos dá a grande oportunidade de aproximar-se d'Ele e saboreá-Lo. Saborear como o Senhor é bom, saborear como o Senhor, realmente, é íntimo nosso. A Igreja, graças a Deus, nos dá essa possibilidade.

Eu fui muito cedo para o Seminário. Eu conhecia Jesus pelas orações, pelo ensino religioso, mas fui ter uma experiência pessoal no último ano de seminário, antes de me ordenar. Foi uma grande graça para mim. Foi em Mariápolis, em 1964. Você deve estar pensando: "Só um ano antes de se ordenar é que você foi ter uma experiência pessoal com Jesus?" Sim! Numa noite, abri meu Novo Testamento e dei com meus olhos justamente naquela pergunta que Jesus fez a Pedro e aos demais apóstolos: "E vós, quem dizeis que eu sou?" (Mt 16,15) Na verdade, era Jesus mesmo perguntando-me: "E você, Jonas, quem diz que Eu sou?" Ali, naquele quarto, aquela noite, aconteceu meu primeiro encontro pessoal com Jesus.

Certa vez, em um momento de grande dificuldade em minha vida, aconteceu a grande graça: um padre passou pela cidade em que eu estava e falou rapidamente a respeito do que Deus estava fazendo no mundo por meio da Renovação Carismática Católica. Isso aconteceu em 2 de novembro de 1971. Na verdade, não entendi muito bem o que eram o batismo e dons do Espírito Santo, mas eu quis, de todo meu coração, "aquele batismo no Espírito Santo". Senti que aquilo que os apóstolos receberam no início da Igreja, no dia de Pentecostes, era o que me faltava. Por isso eu sentia aquele vazio dentro de mim. O padre passou impondo as mãos sobre os sacerdotes que estavam na sacristia após a missa. Quando ele as impôs sobre mim, não senti nada de especial. Não senti calor, nem frio... mas, aquela noite, senti que algo havia mudado: comecei a orar como nunca havia orado antes em minha vida.

Na manhã seguinte, quando acordei, parecia que tudo estava diferente. Comecei a ter, principalmente, mais intimidade com o Senhor. Eu amava o Senhor, trabalhava para Ele, mas, a partir daquele dia, o Senhor passou a me ser intimo e comecei a saboreá-Lo. Parecia até que eu lia a Bíblia com a língua, tal o sabor que vinha daquelas palavras. Tudo começou a mudar, especialmente minha pregação. Apesar de tudo isso, comecei a viver uma experiência dolorosa e muito importante: a experiência dura de meu pecado. Não que fossem grandes pecados, aquilo que eu pensava que fossem pecados leves começava a me incomodar, a ter peso em mim.

Depois de meu batismo no Espírito Santo, tudo começou a mudar. Até hoje não parou. Ainda não sou o que devo ser, o que Deus quer que eu seja, o que o povo de Deus espera e tem o direito de esperar que eu seja. Mas tenho certeza: não sou mais o mesmo que era. Isso não é mérito meu, tudo vem do Senhor. Eu devia fazer muito mais. Certamente deveria ter muito mais intimidade com o Senhor, mas graças a Deus, não sou mais o que era. Em tudo o que aconteceu, o Senhor me preparou para chegar até aqui, mas o grande dia, o dia "D" da minha vida, foi aquele 2 de novembro de 1971, quando recebi a graça do batismo no Espírito Santo.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/

terça-feira, 1 de março de 2011

Batismo no Espírito

"É Ele que vos batizará no Espírito Santo e no fogo" (Mt 3,11)... Esta promessa vai ter seu cumprimento, externo e visível ao mesmo tempo, no dia de Pentecostes: "Então apareceram línguas como de fogo. (...) Todos ficaram repletos do Espírito Santo" (At 2,3-4).
Igualmente a palavra de Jesus: "Eu vim para atear fogo sobre a terra" (Lc 12,49), refere-se ao dom do Espírito, ou ao menos o inclui. Quanto a Paulo, também ele, implicitamente compara o Espírito ao fogo, recomendando que não se deve "apagar" o Espírito (cf. 1Ts 5,19).

Para descobrir o que é que a Revelação quis nos dizer com isto, devemos ver o que o fogo simboliza na Bíblia. Vamos então descobrir que o fogo tem múltiplos significados, alguns positivos, outros negativos. O fogo ilumina (como no caso da coluna de fogo, no Êxodo), aquece, inflama, devora os inimigos, punirá por toda a eternidade os ímpios.

Mas, entre todos esses significados, há um que se destaca e predomina sobre os outros: o fogo purifica. Também a água simboliza muitas vezes a purificação, mas com uma diferença importante que a própria Bíblia enfatiza: "...o ouro, a prata, o ferro, o estanho e o chumbo, tudo o que pode resistir ao fogo, deveis passar pelo fogo para que seja purificado. (...) O que não resistir ao fogo, fareis passar na água lustral" (Nm 31,22-23).

O fogo é o símbolo de uma purificação mais profunda, radical. A água purifica por fora, o fogo também por dentro. Canta o salmista: "Examina-me, Senhor, e submete-me à prova, purifica no fogo meus rins e coração" (Sl 26,2). As coisas preciosas - o ouro, no âmbito material, a fé no espiritual - são provadas no fogo (cf. 1Pd 1,7)...

A esta luz se deve compreender também a definição de Deus como um "fogo devorador". A sua santidade e simplicidade não toleram mistura alguma, e põem a nu todo o mal e o devoram. Somente quem afasta de si o mal "poderá agüentar um fogo devorador" (cf. Is 33,14s). em certo sentido, o título de "fogo" limita-se a explicitar o adjetivo de "Santo" que acompanha o nome "Espírito". O Espírito é fogo porque é Santo...

Em Pentecostes - escreve Cirilo de Jerusalém - os apóstolos receberam "o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma"...

Um antigo responsório que se recitava no Ofício de Pentecostes diz: "Sobreveio um fogo divino, que não queima, mas ilumina, não consome, mas brilha; encontrou os corações dos discípulos como receptáculos puros e distribuiu entre eles os seus dons e carismas"...

Resumindo esta tradição sobre o fogo de Pentecostes, dotado do poder de criar e destruir, um grande poeta moderno escreve: "A pomba desce, fendendo os ares, com chama incandescente de terror, e as línguas declaram que a única esperança (ou desespero) está na escolha entre queimar ou queimar, ser remidos do fogo pelo Fogo".

Nós "escolhemos" passar pelo fogo que redime para não sofrer um dia o fogo do juízo que destrói...

A partir deste momento, o Espírito começa a agir como um fogo, não mais porém como fogo que purifica e refunde, mas como fogo que aquece e inflama... A Liturgia resgata esse ensinamento quando nos faz dizer, na Missa de Pentecostes: "Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor", e ainda, na Seqüência: "Aquece o que está frio"...

Santo Efrém Sírio cantou profunda e poeticamente esta prerrogativa do Espírito de aquecer, fecundar e derreter o gelo do pecado, que faz a alma ficar rígida de frio: "Com o calor, tudo amadurece; / graças ao Espírito, tudo é santificado: / símbolo evidente! / O calor derrete o gelo dos corpos: / o mesmo faz o Espírito com a impureza dos corações. / Ao primeiro calor, saltam os bezerrinhos na primavera; / assim também os discípulos, quando o Espírito desceu sobre eles. / O calor rompe os troncos do inverno que mantêm flores e frutos prisioneiros: graças ao Espírito Santo, / quebra-se o jugo do maligno, / que impede à graça desabrochar. / O calor desperta o seio da terra adormecida: / o mesmo faz o Espírito Santo com a Igreja".

Também para João da Cruz, são dois os efeitos da Chama viva de amor: ela purifica a alma e lhe infunde força, vivacidade e ardor por Deus. Não se contenta em purificar-nos do pecado, mas prolonga a sua ação em nós até nos fazer "fervorosos no Espírito" (Rm 12,11). Comporta-se como o fogo quando se apega à lenha úmida: primeiro o expurga, arrancando-lhe com barulho todas as impurezas, depois o inflama progressivamente, até que se torne toda incandescente e ela mesma se transforme em fogo.

Concretamente, isto quer dizer que o Espírito Santo nos preserva de cair na tibieza e, se por acaso já tivermos caído na tibieza ou estivermos caindo, livra-nos dela. Da tibieza não se pode sair sem uma intervenção do Espírito Santo, intervenção nova, decisiva. Podemos vê-lo na vida dos apóstolos. Antes de Pentecostes, eram pessoas tíbias. Não eram capazes de vigiar uma hora, discutiam sempre quem seria o maior, ficavam espantados diante de qualquer ameaça. Mas, que diferença depois que sobre eles vieram pairar as línguas de fogo. A partir daquele momento, tornaram-se a viva imagem do zelo, do fervor e da coragem. Fervorosos no pregar, no louvar a Deus, no fundar e organizar as Igrejas e, enfim, no sacrificar a vida por Cristo...

Pouco adianta dizer: é preciso aplicar à doença da tibieza o remédio do fervor! É como dizer a um doente que o remédio para o seu mal é a saúde, ignorando que justamente este é o seu problema: a falta de saúde. Não, o remédio para a tibieza não é o fervor, mas é o Espírito Santo. O fervor é o contrário da tibieza, não é o remédio para ela.

Com isto há uma esperança também para nós. Se nos parece diagnosticar em nós os sintomas deste "mal obscuro" da vida espiritual - a tibieza - se descobrimos que estamos apagados, frios, apáticos, insatisfeitos com Deus e com nós mesmos, existe remédio, e é infalível: precisamos de um belo e santo Pentecostes! Com o auxílio da graça, é possível sair da tibieza. Houve grandes santos que, como eles mesmos o admitiram, se tornaram santos depois de um longo período de tibieza. É o que desejamos pedir ao Espírito Santo.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Espírito Santo em minha vida




"Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância"(Jo 10,10)

"Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15,5)

"O vento sopra onde quer; ouves-lhes o ruído, mas não sabes donde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito". (Jo 3,8)

Quando retorno meus pensamentos para refletir minha caminhada em Jesus, deparo-me com essas três citações que alicerçaram a história de minha vida renovada no Espírito Santo. Lá pelos idos de 1972, juntamente com alguns jovens e o Pe Jonas, fomos até Campinas - SP (Vila Brandina); lá fizemos uma experiência com Deus através do seu Espírito Santo que marcou minha vida e me faz até hoje "viver"as realidades ensinadas por Jesus.

Permanecer em Jesus é reconhecer que nada somos ou podemos sem Ele; é uma realidade cotidiana. Permanecer em Jesus é deixar-se ser modelado por Ele: viver a nossa natureza humana, conforme o projeto que Deus pensou para nós - ser amor e fazer a experiência do amor no convívio com os irmãos; desfazendo nossa vaidade, orgulho, "deixando" o Espírito Santo frutificar em nós os frutos que nos identificam como filhos amados: paz, alegria, delicadeza, bondade, fidelidade, brandura... (Gl 5,22). No meu dia a dia, continuo acreditando na exortação de Jesus: sem mim nada podeis fazer!

Á medida que reconhecemos nossa dependência em Deus nos tornamos como o vento...; nossa vida não pertence mais a nós! Sou casado já há 28 anos, vivo conforme a vontade de Deus meu casamento com a Ana Maria, tenho dois filhos o Mateus e a Ana Teresa, sou professor e como servo de Deus minha vida é toda dedicada ao serviço do Reino. É possível fazer tudo isso: ser esposo dedicado, pai presente, profissional competente e responsável e, sobretudo, servo de Deus abençoado e ungido.

Minha vida não me pertence! Quando estava prestes a casar-me com a Ana Maria, coloquei para ela minha prioridade em desposar-me dela sendo um esposo dedicado sem abrir mão do meu serviço pela causa do Reino de Deus. Ela topou e hoje juntos reconhecendo nossa total dependência em Deus, nos esforçamos pela evangelização e construção desse Reino, oferecemos nossas vidas, dispondo-as a Deus. O vento sopra onde quer...

Posso testemunhar a "revolução" que Deus fez e continua fazendo em minha vida e história através da efusão de seu Santo Espírito: tenho experimentado o despertar do amor a Deus Pai - olha que foi difícil compreender "esse amor" pois meu relacionamento com meu pai Antonio foi muito difícil; a experiência profunda de Jesus vivo - amigo, companheiro de "todas" as horas; dá-nos novo amor a Maria - como filhos e dela buscar um modelo de serviço; nova compreensão da palavra de Deus, coragem para testemunhar, dá-nos o dom do louvor profundo e inicia, em nós, uma vida nova de cura e transformação. É dessa maneira que venho fazendo a experiência do "pentecostes" em minha vida! Viver conforme a vontade de Deus, em Abundância!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dom do temor de Deus




Encerramos a nossa meditação sobre os dons do Espírito Santo com o dom do TEMOR DE DEUS. A palavra “temor” tem dois sentidos: medo, e também de reverência, de um sentimento de profundo respeito. É nesse sentido mais nobre e sublime, de reverência, de respeito, que entendemos este dom espiritual. É, pois, um amor grandioso ao Senhor, que faz arder o nosso coração e nos leva a buscar agradar a Deus de todas as formas possíveis.

Esse dom do Espírito Santo faz com que experimentemos a nossa pequenez diante da grandiosidade da majestade de Deus. Quando nos apresentamos ao Senhor em nossos momentos de oração, em nossas celebrações comunitárias, com sinceridade de coração, sentimo-nos pequenos e insignificantes, pois temos consciência de nossas fraquezas, de nossas infidelidades. Essa inquietude interior que nasce da consciência de nossas faltas e fraquezas é um sentimento de maturidade e de responsabilidade pelos próprios atos. Mas, longe de nos afastar de Deus, nos aproxima de seu amor, pois nos faz confiar na infinita misericórdia divina, sempre maior que nossos pecados.

Nosso mundo, cada vez mais materialista, cria ateus práticos, isto é, pessoas que não duvidam da existência de Deus, mas vivem como se Deus não existisse. Nessa realidade em que vivemos, necessitamos sempre mais do dom do TEMOR DE DEUS, para que reconheçamos nossos limites humanos, nossas infidelidades, diante da grandeza do amor e da bondade do Senhor. E profundamente tocados por esse amor, nos curvemos totalmente diante dEle.


Lembramo-nos carinhosamente de Maria. Preparando-nos para celebrar o Domingo, o dia do Senhor, recordamos de Nossa Senhora, como a Aurora Santa que precede o Sol da Justiça. E Maria é o modelo de quem acolheu plenamente o dom do TEMOR DE DEUS ao responder ao chamado de Deus: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a vossa vontade. Como Maria, acolhamos os dons do Divino Espírito Santo, a fim de podermos contribuir para que a salvação se manifeste no hoje da nossa vida.

 Fonte: www. Paroquiasaojudastadeusc.org.br
Postado por: Gean Maranhão – Missionário Pentecostes

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dom do Entendimento


O dom do entendimento, também chamado "dom da inteligência" ou "dom do discernimento" (diferente do discernimento dos espíritos), nos dá uma compreensão profunda das verdades reveladas, sem contudo nos revelar o seu mistério. Só teremos plena compreensão do mistério quando estivermos face a face com Deus


Faz-nos ver o que é divino sob a aparência do que é material. Por exemplo, crer em Jesus vivo e real nas espécies eucarísticas, o pão e o vinho. É bem conhecido o milagre de Lanciano ocorrido no século VIII. Um sacerdote, ao consagrar o pão e o vinho, teve uma dúvida de fé: será que eles realmente se transubstanciariam no corpo e no sangue de Cristo? Ocorreu, então, um milagre. O pão transformou-se em carne e o vinho em sangue. Até os nossos dias podem-se ver, em Lanciano, a carne e as gotas de sangue, sem deterioração, o que é uma confirmação de que Jesus está vivo e ressuscitado! Pelo dom do entendimento constata-se a graça de Deus nos sacramentos.


Torna-se claro que no visível oculta-se o invisível. No carpinteiro de Nazaré, reconhecer Deus Salvador. Esse dom nos faz ver nos irmãos a pessoa de Jesus Cristo. Paulo se chamava apóstolo abortivo, porque se considerava o menor dos apóstolos e nem se achava digno de ser chamado apóstolo (I Cor 15,8-9). São Francisco queria que os irmãos o pisoteassem. Santa Teresa se achava extremamente pecadora.


Finalmente, através desse dom, passamos a nos conhecer profundamente e a reconhecer a profundidade de nossa miséria.

Fonte: www. Catequisar.com.br
Gean Maranhão – Missionário Pentecostes

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dom do Conselho



O dom do conselho, também chamado "dom da prudência", nos faz saber pronta e seguramente o que convém dizer e o que convém fazer nas diversas circunstâncias da vida. É um dom de santificação que nos faz viver sob a orientação do Espírito Santo.

O dom do conselho nos orienta instantaneamente de forma perfeita. Por ele, o Espírito Santo nos fala ao coração e nos faz compreender o que devemos fazer. Agimos sem timidez ou incerteza. Pelo dom do conselho, falamos ou agimos com toda confiança, com a audácia dos santos.

Jesus nos fala o que convém dizer, guiados pelo dom do conselho: "Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós." (Mat 10,19-20).

Há diversos graus de abertura ao dom do conselho:

No primeiro grau, consegue-se fazer com rapidez e segurança tudo o que é da vontade de Deus nas coisas necessárias para a vida espiritual.

No segundo grau, o dom do conselho nos conduz também nas coisas que não são obrigatórias, mas que são convenientes e úteis para nos levarem a Deus.

No terceiro grau, o dom do conselho nos faz caminhar com segurança, sem tropeços ou timidez, pelos caminhos do Senhor.


Fonte: www. Catequisar.com.br

Gean Maranhão – Missionário Pentecostes

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dom da Ciência ou Conhecimento


  
Os dons do Espírito Santo nos conduz hoje a falar de outro dom, o dom do Conhecimento pelo qual nos é concedido conhecer o verdadeiro valor das criaturas em relação ao seu Criador.

Nós sabemos que o homem moderno, justamente por causa do desenvolvimento das ciências, é exposto particularmente à tentação em dar uma interpretação naturalista ao mundo. Diante da multiplicidade e da grandeza das coisas e de suas complexidade, ele corre o risco do absolutismo e quase a divinização, a ponto de os tornarem propósitos supremos de suas vidas. Isto acontece especialmente quando se trata de riquezas, prazer e de poder, os quais realmente podem ser obtidas das coisas materiais. Estes são os principais ídolos diante dos quais o mundo muito freqüentemente se prostra.

A fim de resistir a tais sutis tentações e curar as conseqüências perniciosas para as quais elas podem nos conduzir, o Espírito Santo socorre as pessoas com o dom do Conhecimento. É este o dom que os ajudam a estimar as coisas corretamente na essencial confiança no Criador. Graças a isto, S. Tomas escreve: que o homem não estime as criaturas mais que elas merecem e não coloque nelas o propósito de sua vida, mas em Deus (ct. " Summa Theol ". II-II, q. 9, um. 4).

Assim ele descobre o significado teológico da criação vendo as coisas como verdadeiras e real, embora limitadas, manifestações da Verdade, Beleza, e do infinito Amor que é Deus, e conseqüentemente ele se sente impelido em traduzir esta descoberta em louvor, canção, oração, e ação de graças. Isto é o que o Livro de Salmos sugere tão freqüentemente e de tantas maneiras. Quem não recorda de alguns exemplos disto que nos eleva a alma a Deus? " Os céus estão contando a glória de Deus; e o firmamento proclama sua obra" (Salmo 18 [19]:2; cf. Ps 8:2). " Louve o Senhor dos céus, o louve nas alturas.... Louve o, sol e lua, louve as estrelas (Salmo 148:1,3)

Iluminado pelo dom do Conhecimento, o homem descobre ao mesmo tempo a distância infinita que separa as coisas do Criador, sua intrínseca limitação, o perigo que elas podem apresentar, quando, pelo pecado, ele faz uso impróprio delas. É uma descoberta que o conduz a perceber com remorso a sua miséria e o impele voltar com maior impulso e confiança a ele que só pode satisfazer a necessidade do infinito que completamente o assalta.

Esta foi a experiência dos santos; foi também, nós podemos dizer, que a experiência dos cinco Bem Aventurados de quem tive a alegria de elevá-los a honras dos altares hoje. Porém, de um modo muito especial esta foi a experiência de Nossa Senhora que, pelo exemplo de sua jornada pessoal de fé nos ensina a viajar " entre os acontecimentos do mundo tendo nossos corações fixos onde a verdadeira alegria reside " (Oração dos Vinte-primeiros domingo em Tempo Comum).

Fonte: www. Catequisar.com.br

Postado por: Gean Maranhão – Missionário Pentecostes

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

FORMAÇÃO

Dom da Sabedoria

 Quero abordar agora a necessidade de sabedoria no uso dos dons, porque tem lugar para tudo no nosso coração: cura física, cura interior, libertação... tem lugar para tudo. De nossa parte, temos de ter a sabedoria de ir colhendo uma coisa depois da outra. Quando o Senhor nos dá uma palavra de profecia, de ciência, de discernimento ou qualquer revelação, temos de procurar discernir se aquilo que recebemos deve ser dito, quando deve ser dito e como deve ser dito. 

Porque alguns são afogueados. Receberam um dom, uma palavra de profecia, e a pessoa é tão apressada que já quer dizer. Mas você perguntou ao Senhor se essa palavra de profecia deve ser comunicada? Muitas vezes, trata-se de uma palavra para ser comunicada aos líderes, aos coordenadores, aos encarregados e não ao grupo.

Imaginem que eu chegue a uma cidade dizendo: Preparem-se, porque dentro em breve um terrível terremoto acontecerá aqui, as casas haverão de desabar; preparem-se, preparem o meu povo... Vejam que confusão. E o povo com medo. Como se preparar? Diante de uma palavra dessas, o que eu deveria fazer? Primeiro, Orar ao Senhor para saber como e quando o Senhor quer que eu diga, e para quem o Senhor quer que eu diga. Depois de eu ter certeza de ter recebido uma palavra de profecia, tenho de perguntar ao Senhor e, de acordo com a resposta dele, ser dócil, mesmo que isso signifique gestar nove meses essa palavra de profecia dentro de mim. Não quero ser um farmacêutico apressado, não quero matar com os remédios do Senhor. 

Todos nós temos de ter essa responsabilidade. Quando o Senhor me disser: "Você vai falar a tais pessoas, desse jeito e nessa hora", aí eu falo. Falo, mesmo que falar me arrebente. Para que pedir ao Senhor sabedoria no uso dos dons? Para ministrar o remédio certo a nosso povo, para que aquilo que o Senhor quer nos dar não se torne veneno. O Senhor quer que nós vivamos a sabedoria. Vive-se a sabedoria com humildade, com paciência, dando tempo ao tempo, perguntando ao Senhor como, quando e a quem manifestar os seus dons. 

Não adianta fazer as coisas que nós achamos boas: "Eu acho..." "Ah, eu pensava...". O povo diz que de pensar morreu um burro. Não adianta esse "eu pensava, eu achava". A sabedoria se faz a partir daquilo que o Senhor nos manda fazer. Quando fazemos as coisas segundo nosso entendimento, perdemos a unção: "Porque eu acho, porque eu penso, porque seria melhor, porque o povo me pressionou". 

Mais do que nunca, o Senhor, o Senhor quer nos ensinar a sabedoria. É como se fossemos ovelhas. A ovelha é um animal que não tem sabedoria nenhuma. Os cães tem faro, os gatos são espertíssimos, as aves conhecem as coisas... mas de todos os animais, o mais desprovido de inteligência, sem tino, sem direção, é a ovelha. E a nós, que somos ovelhas, o Senhor quer dar sabedoria. Às vezes pensamos que a sabedoria do Senhor é assim: ele nos dá sabedoria, e ficamos sábios, sabemos tudo. Já sabemos como nos conduzir. O que fazer, o que não fazer, que ordens dar, como educar os filhos, como trabalhar na paróquia, como renovar as coisas na paróquia, como promover a Renovação, como fazer palestras. A pessoa pensa que agora sabe de tudo: "Eu recebi sabedoria...", e fala até grosso, "porque agora eu tenho sabedoria". E não é assim. 

A sabedoria do Senhor é dada a quem for manso como as ovelhas. A ovelha precisa continuamente da direção do pastor: "Agora é para cá, agora é para lá, agora é mais pra lá, e agora é para cá".

Fonte: www. Catequisar.com.br

Postado por: Gean Maranhão – Missionário Pentecostes

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dom da Piedade

O dom da Piedade produz em nós uma afeição filial para com Deus, adorando-o com amor sobrenatural e santo ardor, e uma terna afeição para com as pessoas e coisas divinas.

Aprimora em nós a virtude da justiça, sob todas as suas formas, a da religião, a da piedade e a da gratidão. Pela virtude da justiça, damos ao outro (a Deus ou ao próximo) aquilo que lhe pertence. Pelo dom da piedade, damos ao outro tudo o que podemos dar, sem medidas.

Deus nos trata com piedade. Dá-nos o que necessitamos muito mais do que aquilo que merecemos.

O dom da piedade é auxiliado por duas virtudes teologiais: a virtude da esperança e a virtude da caridade. Pela virtude da esperança participamos da execução das promessas de Deus e, pela virtude da caridade, amamos a Deus e ao próximo.

Nosso crescimento no dom da piedade efetua-se em quatro estágios:

1) Coloca em nossa alma uma ternura filial para com Deus nosso Pai: Deus é, acima de tudo, nosso Pai.

2) A piedade nos coloca na alma um filial abandono nos braços do Pai celeste.

3) Faz-nos ver no próximo um filho de Deus e irmão de Jesus Cristo.

4) O dom da Piedade nos leva a devotar amor sincero a todas as pessoas e coisas que estão de algum modo relacionadas com a paternidade de Deus e a fraternidade cristã.



Postado por: Gean Maranhão - Missionário Pentecostes 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dom da Fortaleza


O dom da fortaleza, também chamado "dom da coragem", imprime em nossa alma um impulso que nos permite suportar as maiores dificuldades e tribulações, e realizar, se necessário, atos sobrenaturalmente heróicos.

Quando falamos em virtudes heróicas, ninguém pense que só existe heroísmo quando enfrentamos grandes causas. Você faz grandes heroísmos lá no interior da sua casa, no dia-a-dia de sua vida. Veja bem que heroísmo imenso é o de uma mãe que suporta o vício do álcool do marido ou do filho! Às vezes por 10, 20, 40 anos enfrenta aquela dor, aquele sofrimento, por amor a Deus, por doação e caridade. Essa mãe tem o Dom da Fortaleza. O Dom da Fortaleza não é só para os mártires, os grandes confessores da fé. É para cada um de nós.

Hoje vemos uma multidão caindo nas tentações. Pode estar faltando o Dom da Fortaleza em muita gente. Saber não cair na tentação, já é um sinal da força desse Dom.

Santa Teresinha nos fala do "heroísmo do pequeno". A fidelidade às pequenas inspirações que Deus nos faz todo dia e toda hora é fruto do Dom da Fortaleza. Nós deixamos passar ótimas oportunidades quando pequenas cruzes, pequenos sofrimentos vão passando pela nossa vida e nós não os aproveitamos para uma resposta fiel a Deus. Vem um aborrecimento, uma pessoa nos causa feridas porque falou qualquer coisa contra nós. O que fazemos? Há duas respostas: Revidamos com palavras amargas, com evidente menosprezo, com inimizades, etc., ou fazemos de conta que nem ficamos sabendo, não nos importamos com aquilo, etc.. Como funcionou o Dom da Fortaleza? É claro, naquela hora que suportamos a ofensa. O heroísmo está aí. Aprendemos agora um dos caminhos que nos leva a santidade.

São poucas as pessoas que fazem por Deus e pelo próximo aquilo que poderiam fazer mais. Porque, não temos coragem de nos empenharmos em grandes obras. Imaginem o bem que poderíamos fazer se ainda não fôssemos tão comodistas.

Paulo afirma: "Tudo posso naquele que me fortalece". E nos diz mais: pode suportar as maiores dificuldades e tribulações e praticar, se necessário, atos heróicos. Não pelas suas qualidades pessoais, mas pelo dom da fortaleza que Deus lhe concedeu". Carta aos coríntios, descrevendo as tribulações pelas quais passou por amor ao Senhor e à Igreja:

"Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigo no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias com fome e sede, freqüentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as Igrejas!" (II. Cor 11,24-28) .

Ao dom da Fortaleza se opõe a timidez, que é o temor desordenado, e também aquele comodismo que impede de caminhar, de querer dar grandes passos. Estacionamos numa espiritualidade medíocre, temos medo de tudo, de prejudicar a amizade, de descontentar alguém e vamos comodamente parando no caminho da perfeição.

Gean Maranhão – Missionário Pentecostes
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O que são Dons de Santificação?



A nossa vida espiritual tem duas dimensões, primeiro uma dimensão voltada para dentro de nós e depois outra voltada para fora.

Na primeira dimensão voltada para dentro é a dimensão da nossa santificação, é a busca da nossa santificação, a busca do nosso retorno para Deus, é a luta contra o pecado e contra tudo que esconde em nós a imagem e semelhança de Deus.

E isto é uma tarefa que supera as forças naturais, e que é preciso a força de Deus. E nisso Deus nos socorre com os chamados dons infusos ou dons de santificação, desde o batismo recebemos esses dons, que a Igreja chama de sete dons, mas não necessariamente precisa ser sete: fortaleza, piedade, sabedoria, conhecimento, conselho, entendimento e temor de Deus. Esses dons fazem crescer em nós a graça do batismo que recebemos como semente para que a medida que a criança vá crescendo também vá crescendo as coisas de Deus nela.

São para isso os dons de santificação, sabedoria para buscar a Deus, ciência para mergulhar profundamente nos mistérios de Deus, enfim, todos eles para levar a pessoa a santificação.

Na dimensão exterior estão os Dons Carismáticos.

Os Dons da Santificação são:

- Dom da Fortaleza
- Dom da Piedade
- Dom da Sabedoria
- Dom do Ciência ou Conhecimento
- Dom do Conselho
- Dom do Entendimento
- Dom do Temor de Deus

Gean Maranhão – Missionário Pentecostes
Fonte: Prof. Felipe Aquino
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Solenidade do Pentecostes




 No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve assim início a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão aparecendo-lhes várias vezes depois da sua ressurreição (cf. Act 1, 3). Antes da ascensão ao Céu, ordenou que "não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem que se cumprisse a promessa do Pai" (cf. Act 1, 4-5); isto é, pediu que permanecessem juntos para se prepararem para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (cf. Act 1,14).

Permanecer juntos foi a condição exigida por Jesus para receber o dom do Espírito Santo; pressuposto da sua concórdia foi uma oração prolongada. Desta forma, encontramos delineada uma formidável lição para cada comunidade cristã. Por vezes pensa-se que a eficiência missionária dependa principalmente de uma programação atenta e da sucessiva inteligente realização mediante um empenho concreto.

Sem dúvida, o Senhor pede a nossa colaboração, mas antes de qualquer resposta nossa é necessária a sua iniciativa: é o seu Espírito o verdadeiro protagonista da Igreja. As raízes do nosso ser e do nosso agir estão no silêncio sábio e providente de Deus.

As imagens que São Lucas usa para indicar o irromper do Espírito Santo o vento e o fogo recordam o Sinai, onde Deus se tinha revelado ao povo de Israel e lhe tinha concedido a sua aliança (cf. Êx 19, 3ss). A festa do Sinai, que Israel celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, era a festa do Pacto. Falando de línguas de fogo (cf. Act 2, 3), São Lucas quer representar o Pentecostes como um novo Sinai, como a festa do novo Pacto, na qual a Aliança com Israel se alarga a todos os povos da Terra. A Igreja é católica e missionária desde a sua origem. A universalidade da salvação é significativamente evidenciada pelo elenco das numerosas etnias a que pertencem todos os que ouvem o primeiro anúncio dos Apóstolos (cf. Act 2, 9-11).

O Povo de Deus, que tinha encontrado no Sinai a sua primeira configuração, hoje é ampliado a ponto de não conhecer qualquer fronteira de raça, cultura, espaço ou tempo. Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente. No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.

O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor.

Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos. A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carrregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos.

Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d'Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu.

É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser "expressão e instrumento do amor que d'Ele promana" (Deus caritas est 33).

Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: "Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!".

Amém.

Gean Maranhão – Missionário Pentecostes
www. Catequisar.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O que é Pentecostes?




      Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".

     No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino.

Quem é o Espírito Santo?
 
     O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

     Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.

Gean Maranhão – Missionário Pentecostes

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Beata Elena Guerra, apóstola do Espírito Santo.

A Beata Elena Guerra é denominada a apóstola do Espírito Santo (23/06/1835 – 11/04/1914). Perseverou para que o papa Leão XIII orientasse mais sobre a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Atendendo aos seus pedidos e súplicas, o papa consagrou o século XX ao Espírito Santo. Nesse século surgiram os movimentos de reavivamento espiritual da Igreja Católica. Após o Concílio Vaticano II, nasce a Renovação Carismática Católica, cujo pilar de sua identidade é a efusão do Espírito Santo.
Elena Guerra sonhava que a oração do Espírito Santo fosse tão rezada quanto a 
 Ave Maria. Sob a intercessão da beata, oremos juntos, clamando por um novo Pentescostes!

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis
E acendei neles o fogo do Vosso amor.
Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da Terra.
Oremos: Oh Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo
Fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito
E gozemos sempre de Sua consolação
Por Cristo Senhor nosso, amém

Fonte: http://gentedefe.com/

Moderador: Tiago Martins - Missionário Pentecostes

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

IGREJA

 O nascimento da RCC

A Renovação Carismática Católica, ou o Pentecostalismo Católico, como foi inicialmente conhecida, teve origem com um retiro espiritual realizado nos dias 17-19 de fevereiro de 1967, na Universidade de Duquesne (Pittsburgh, Pensylvania, EUA).(13)

Foto: Divulgação
Em uma carta enviada dois meses após (29 de abril de 1967), a um professor, Monsenhor Iacovantuno, Patti Gallagher, uma das estudantes que participou do retiro, assim relatou o que aconteceu naqueles dias:


Tivemos um Fim de Semana de Estudos nos dias 17-19 de fevereiro. Preparamo-nos para este encontro, lemos os Atos dos Apóstolos e um livrinho intitulado "A Cruz e o Punhal" de autoria de David Wilkerson. Eu fiquei particularmente impressionada pelo conhecimento do poder do Espírito Santo e, pelo vigor e a coragem com que os apóstolos foram capazes de espalhar a Boa Nova, após o Pentecostes. Eu supunha, naturalmente, que o Fim de Semana me seria proveitoso, mas devo admitir que nunca poderia supor que viria a transformar a minha vida!
Durante os nossos grupos de discussão, um dos líderes colocou em tela o fato de que nós devemos confirmar constantemente os nossos votos de Batismo e de Crisma, assim como devemos ter a alma mais aberta para o Espírito de Deus. Pareceu-me curioso, mas um pouco difícil de acreditar quando me foi dito que os dons carismáticos concedidos aos apóstolos são ainda dados às pessoas nos dias atuais – que ainda existem sinais do poder divino e milagres – e que Deus prometeu emanar o seu Espírito para que se fizesse presença a todos os seus filhos. Decidimos, então, efetuar a renovação dos votos de Batismo e de Crisma como parte do serviço da missa de encerramento, no domingo à noite. Mas, no entanto, o Senhor tinha em mente outras coisas para nós!...
No sábado à noite, tínhamos programado uma festinha de aniversário para alguns dos colegas, mas as coisas foram simplesmente acontecendo sem alternativa. Fomos sendo conduzidos para a capela, um de cada vez, e recebendo a graça que é denominada de Batismo no Espírito Santo, no Novo Testamento. Isto aconteceu de maneiras diversas para cada uma das pessoas. Eu fui atingida por uma forte certeza de que Deus é real e que nos ama. Orações que eu nunca tinha tido coragem de proferir em voz alta, saltavam dos meus lábios. (...) Este não era, pois um simples bom fim de semana, mas, na realidade, uma experiência transformadora de vida que ainda está prosseguindo e se desenvolvendo em crescimento e expansão.
Os dons do Espírito já são hoje manifestados – e isto eu posso testemunhar, porque tenho ouvido pessoas orando em línguas, outras praticam curas, discernimento de espíritos, falam com sabedoria e fé extraordinárias, profetizam e interpretam.
Eu, agora, tenho certeza de que não há nada que tenhamos de suportar sozinhos, nenhuma oração que não seja atendida, nenhuma necessidade que Deus não possa cobrir em sua riqueza! E, no depender dele e louvá-lo com fidelidade, eu sinto uma tremenda sensação de liberdade.
Foto:Divulgação
Podemos tentar viver como cristãos, morrendo para nós mesmos e para o pecado, mas esta será uma luta desanimadora se não contarmos com o poder do Espírito. Ainda existem tentações e problemas, mas agora tenho a certeza e a confiança em Deus, agora ele me dá segurança. Realmente, transforma-me a viver nele. É verdade que na Crisma, nós recebemos o Espírito Santo e que nós somos seus templos, mas nós não nos abrimos o suficiente para receber em nossas vidas os seus dons e o seu poder. É certo que o Espírito Santo é o nosso professor: eu dele aprendi tanto e em tão pouco tempo!
As Escrituras vivem! Amém! Eu estou segura de que jamais poderia ter acumulado por minha própria conta tanto conhecimento, apesar de todo o esforço desenvolvido, e com as melhores intenções que tivesse.
(…) Eu me vi, de repente, conversando com as pessoas sobre Cristo, e, vendo desde logo o resultado desse trabalho! Eu jamais teria ousado fazer essas coisas no passado, mas agora, é ao contrário: é impossível deixar de fazê-lo. É como disseram os apóstolos depois de Pentecostes: “Como podemos deixar de falar sobre as coisas que vimos e ouvimos!" (…)(14) .

...Embora os primeiros momentos da Renovação tenham se dado em torno do retiro de Duquesne e apesar de estarem os americanos igualmente presentes no seu nascimento em diversos outros países, seria falso atribuir a expansão da Renovação Carismática unicamente à sua influência. Como afirma Monique Hébrard, a Renovação Carismática “explodiu quase ao mesmo tempo em todos os cantos da terra e em todas as igrejas cristãs, sem que se saiba muito bem como é que o fogo se ateou”

fonte: http://www.rccbrasil.org.br/interna.php?paginas=42

sábado, 7 de agosto de 2010








SEMINÁRIO I DE VIDA NO ESPÍRITO

DIA 27, 28 E 29 DE AGOSTO DE 2010

NA PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DO AURENY III 

Dia 27 iniciando as 19:30
Dia 28 13:30
Dia 29 das 08:00 as 12:00

Grupo de Oração Caminhando com Jesus

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

PENTECOSTES É MISSÃO !

A Igreja de Cristo, diga-se Católica, nasceu da efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes (At 2,1-4).
Ela nasceu missionária e se manterá missionária até a volta de seu Mestre e Senhor.
O Grupo Pentecostes também nasceu missionário e se prepara para assumir sua missão no setor Aureny III.
O Grupo passa por um período de formação espiritual para desempenhar com eficácia o mandato de Cristo "ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" Mc 16,15